Caminhos percorridos




Há certas vezes que nem te conheço, a forma como ages, como olhas, como falas para mim. Conheci-te sendo, tu, outra pessoa, que sorria para mim e falavas abertamente. Nunca pensei que um dia iríamos estar assim, tão perto e tão distante ao mesmo tempo. Pensei que nós, iria ser para sempre, que nada nem ninguém iria destruir o que nós construímos com tantos risos, com tantas lágrimas, com tantas confissões, tanta partilha, tanta cumplicidade... afinal enganei-me durou apenas instantes. Instantes sim, porque eu não concebia a minha existência sem a tua presença. EU,  hoje sinto-me triste e só no meio da multidão sem poder chorar, falar, desabafar com ninguém, sem saber que rumo seguir nesta minha vida. TU, demonstras alegria a sair pelo teu rosto, tens gente que te acompanha nesta tua caminhada. Ultrapassastes-me! Caminhas, corres com tanta gente ao teu lado. Quando corríamos lado a lado, nunca caístes, nem nunca permiti que ninguém te fizesse cair, e quando te desequilibravas eu estava sempre presente para te amparar, e o mesmo acontecia quando me desequilibrava. Mas tomaste a tua decisão; cansastes de correr ao meu lado, só espero que ninguém te faça uma rasteira e caías. Se calhar não terás ninguém para curar as tuas mágoas, ou então terás, e aí descobriremos que "nós" não era assim tão verdadeiro. Eu sei que não terei ninguém igual a ti para sarar as feridas feitas ao longo do meu percurso. Ficará a saudade.  
 Desculpa se fiz ou disse algo errado, a intenção não era destruir o que construímos. E como em todos os "nós" as decisões não parte de um só lado, tu decidistes e eu vou respeitar, mas ficas sabendo vou sentir a tua falta. 
Ontem chorava por tudo ter um fim, hoje choro por "nós" ter chegado ao fim.

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